sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Os Efeitos do Capitalismo Selvagem


















Não são só as bolsas de valores que vivem maus dias...esta é mais uma factura do capitalismo selvagem dos últimos anos.
A sociedade de consumo tem o que merece.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Falência do Capitalismo Selvagem


Os especuladores andaram a brincar ao "Capitalismo Selvagem", agora vão ser os trabalhadores e os mais desfavorecidos que vão pagar os excessos...

É justo?

Os capitalistas querem o Estado fora do mercado, mas agora o Estado já interessa para injectar os milhões?

Assim, até eu quero brincar...

Conquistar o Impossível

Parlamento Europeu num Canal de Televisão Online

O Parlamento Europeu tem um canal de televisão "on-line":
www.europarltv.europa.eu.

Hans-Gert Pöttering, Presidente do Parlamento Europeu, lançou o EuroparlTV, o canal de televisão do PE na INTERNET.

Qualquer cidadão (com acesso à Net) poderá assistir regularmente a uma série de programas sobre as actividades parlamentares. EuroparlTV pretende levar o Parlamento mais perto dos cidadãos europeus num formato moderno e criativo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Espírito Empreendedor nas Organizações

Publico um artigo do Diego Berro (http://www.diegoberro.com.br/), que é Palestrante com foco em treinamento em vendas com técnicas de PNL, relações humanas no trabalho e qualidade de vida. É também Máster Practitioner em Programação Neurolinguística(PNL) e graduando em Gestão Empresarial pela FGV(Fundação Getulio Vargas).


'Empreendedores são pessoas que perseguem o benefício... Podem ser definidos como indivíduos que inovam, identificam e criam oportunidades de negócios, montam e coordenam novas combinações de recursos, para extrair os melhores benefícios de suas inovações num meio incerto.' (Lezana e Tonelli)

O conceito de empreendedorismo tem sido difundido nas organizações para que cada colaborador desenvolva comportamentos empreendedores e passe a atuar como um agente de mudança, melhorando processos, criando novas oportunidades de negócios e acelerando as inovações dentro das grandes empresas.

Os intrapreneurs ou intraempreendedores como são chamados, são indivíduos que compartilham talentos em comuns, tais quais: autonomia, autoconfiança, iniciativa, criatividade, liderança, capacidade de correr riscos calculados, atitude, etc. Em geral são realizadores de idéias e de sonhos, e contribuem decisivamente para o desenvolvimento das organizações.

'Existem dois tipos de funcionários que não servem para minha empresa: os que não fazem o que se manda e os que só fazem o que se manda'. Henry Ford
Para desenvolver essas características em equipes ou pessoas, a organização deve valorizar o colaborador, dando a ele liberdade de criação e autonomia de tomada de decisão em sua função.

Os intraempreendedores precisam de espaço dentro da empresa para poder colocar em prática suas idéias e assim contribuir com o desenvolvimento da organização. No entanto, vejo que muitos empresários centralizam as decisões, não delegando, bloqueiam a criatividade e perdem a oportunidade de explorar de forma excepcional seus talentos.

Costumo sempre ouvir nas empresas em que palestro, muitos diretores de recursos humanos, administradores, técnicos de segurança, etc, se queixarem da dificuldade de conseguir efetivamente mostrar seu talento na empresa, devido ao bloqueio e desestimulo por parte da direção.

Alguns dias atrás realizei uma palestra na cidade de Fazenda Rio Grande, no Paraná, e mais uma vez ouvi esta mesma queixa de um colaborador da área administrativa. Na ocasião, ele organizou uma palestra minha sobre desenvolvimento pessoal. A dificuldade foi grande para contratar o treinamento, devido aos bloqueios e resistências por parte da diretoria. Pelo segundo ano consecutivo, este administrador encarou de frente a direção e mais uma vez conseguiu mostrar que estava certo, pois houve uma satisfação muito grande por parte dos colaboradores pelo fato da empresa mais uma vez estar investindo e valorizando seus talentos.


É preciso enxergar um talento e desenvolve-lo, deixa-lo explorar ao máximo a sua capacidade criativa. Em minhas viagens a trabalho pelo Brasil à fora, já ouvi muitas histórias da boca de empresários. Muitas contam a trajetória de uma pessoa 'comum', simples, do interior de diversos estados, aparentemente sem muitas perspectivas de vida e que conquistaram uma posição de sucesso na vida devido ao fato de alguém um dia ter enxergado seu potencial e ter dado condições para desenvolver suas habilidades.

É necessário, portanto, uma mudança na cultura empresarial, proporcionando um ambiente para o desenvolvimento e lapidação de seus talentos. É importante salientar que os novos líderes devem estar abertos aos novos valores, comportamentos, inovações, etc, pois somente desta maneira as mudanças organizacionais serão realmente eficazes e trarão melhorias para as empresas.

Quanto a você intraempreendedor, participe ativamente na mudança de sua empresa. Crie, inove, persista, lidere, enfim, contribua para o crescimento e desenvolvimento de sua empresa e das pessoas, fazendo com que o seu ambiente de trabalho seja propicio ao implemento de seus projetos pessoais e profissionais. Sucesso!


Você é Feliz

Publico um artigo do Diego Berro (http://www.diegoberro.com.br/), que é Palestrante com foco em treinamento em vendas com técnicas de PNL, relações humanas no trabalho e qualidade de vida. É também Máster Practitioner em Programação Neurolinguística(PNL) e graduando em Gestão Empresarial pela FGV(Fundação Getulio Vargas).

O céu ainda está escuro, o despertador toca, você está com preguiça e não sente vontade de levantar para mais uma vez encarar aquele dia de trabalho cansativo. Mas você levanta, após alguns minutos (ou algumas dezenas de minutos...) e decide enfrentar aquele dia...(mais um dia rotineiro). Arruma-se correndo, pois você já está atrasado. Sai de casa sem o desejum e devido à 'corrida' não teve tempo de dar sequer um beijo ou um abraço em sua esposa e seus filhos.


Chega ao trabalho tentando não pensar que passará ali todo seu dia. Seu trabalho é tão pesado que ultimamente o estresse toma conta de você. Sua alimentação é inadequada e fora de hora, e como conseqüência você está acima do peso e com todas as conseqüências que este problema traz. Talvez você não tenha tempo para fazer uma atividade física e o sedentarismo tenha andado ao seu lado.


Talvez este não seja o seu maior problema.


Talvez o melhor, quer dizer o pior ainda esteja por vir. Talvez você trabalhe em um local ou em uma função que não te de prazer. Talvez você tenha escolhido a profissão errada, talvez não.


Talvez este ainda não seja seu maior problema!


Talvez você chegue em casa as 22:00H, pois estava com alguns serviços extras no trabalho e tenha atrasado um pouco e talvez você diga que foi algo esporádico e de extrema importância, por isso não chegou cedo em casa e que nunca mais vai acontecer. Mas talvez você esteja mais uma vez mentido, não a sua família mais a você mesmo. Talvez você faça essas horinhas extras com muito mais freqüência do que o tempo que tem passado efetivamente com sua família.


Porque Efetivamente? Pois muitos estão presentes fisicamente com a família, mas mentalmente não conseguem se desligar do trabalho.


Talvez você se alimente corretamente e tenha uma boa saúde. Quem sabe você ame o seu trabalho, a sua profissão e como conseqüência seja uma pessoa bem sucedida profissional e financeiramente. Mas talvez, você ainda não esteja feliz.


Talvez você tenha uma vida aparentemente perfeita aos olhos das pessoas que convivem com você e até tente transparecer esta imagem, mas quando chega em casa percebe que não é exatamente feliz.


Quem sabe você tenha se preocupado tanto com sua carreira e esquecido de se preocupar com sua família.

Quem sabe passe horas pensando em trabalho e como fazer para alcançar as metas dentro da sua empresa, mas talvez não alguns poucos segundos pensando em como fazer sua esposa feliz.

Talvez seja um profissional exemplar, e às vezes se questiona se é um pai e um bom esposo na mesma proporção.

Quem sabe você parou hoje para refletir, ou talvez pare neste instante e perceba que sua vida não está de acordo com o que pretende para seu futuro ou que seu passado não foi tão bom como poderia ter sido.

Quem sabe esteja projetando uma vida totalmente diferente do que planejou. Talvez você diga que não tenha tempo para pensar sobre isso ou até diga que sua vida anda em harmonia.


Quero, no entanto que você medite no fundo de seus pensamentos e que seja sincero consigo mesmo. Quero que você pergunte a si mesmo: Eu sou feliz? Não quero que você responda automaticamente a esta pergunta. Medite. Pense nisso por alguns minutos, se for preciso por algumas horas.


Você está conformado com a vida que tem, e tenta ser feliz? ou você efetivamente é feliz?


Se você respondeu que sim, após muita reflexão, de seu passado, seu presente e da sua projeção para o futuro, parabéns. Agora, se você ficou em duvida se realmente é feliz ou se respondeu: não sou feliz, eu lhe pergunto: o que falta para você ser feliz?

Quem sabe não encontre uma resposta definitiva, mas possivelmente conseguirá encontrar soluções. Talvez você chegue em uma conclusão que não gostaria de ter chego. Quem sabe sua resposta foi exatamente aquilo que você não gostaria de fazer.

Mas digo a você leitor, o comodismo é o mal que mais impede as pessoas de crescerem e serem felizes.

Após esta auto-analise, pense em mudar. Comece pelos pensamentos. Seja uma pessoa otimista e tenha uma fé que te leve a um crescimento mental e espiritual. Mude suas ações, suas atitudes.

Se preciso mude sem receio sua vida, se perceber que no final será mais feliz assim.


O grande sucesso de uma pessoa é o fato de serem felizes.

'Não a dever que tanto descuidemos como o de sermos felizes'. (Robert Louis Stevenson)


Mude sua rotina, mude tudo o que for preciso para isto, enfim...mude!

'Se você não teve a oportunidade de fazer o que gosta, então goste do que faz'.


Cuide de sua saúde, mental e espiritual. Diga todos os dias que ama sua família e ame-as verdadeiramente. Ame seu próximo e faça o bem as pessoas. Mude! Enfim... Faça que cada instante de sua vida seja repleta de paz, harmonia entre todos esses aspectos e felicidade!


Se pretender contactar o colunista: diego_berro@hotmail.com e contato@diegoberro.com.br

Fale Menos e Venda Mais


Publico um artigo do Diego Berro (http://www.diegoberro.com.br/), que é Palestrante com foco em treinamento em vendas com técnicas de PNL, relações humanas no trabalho e qualidade de vida. É também Máster Practitioner em Programação Neurolinguística(PNL) e graduando em Gestão Empresarial pela FGV(Fundação Getulio Vargas).

“Só se vê bem com o coração; o essencial é invisível aos olhos”
(Saint-Exupéry no livro O Pequeno Príncipe)

Uma pesquisa realizada pelo National Retail Merchants Association constatou que 68% dos clientes fogem das empresas por problemas de postura no atendimento. Portanto, o vendedor precisa desenvolver suas habilidades comunicativas para criar um vínculo harmonioso e um relacionamento pautado na confiança com o cliente, maximizando a chance de fidelizar clientes e vender mais.

Muitos vendedores, no entanto, acreditam no paradigma que preconiza que o bom profissional de vendas é aquele que fala muito, usando de todas as técnicas de persuasão para convencer o cliente a comprar determinado produto ou serviço. Os vendedores que agem assim, muitas vezes não conseguem criar um vinculo baseado na segurança, honestidade e transparência com o cliente, pois seu empenho em querer manipular o cliente à suas idéias gera receio, desconfiança e um relacionamento superficial com o cliente.

Para que os vendedores desvencilhem-se do estigma “bom de papo”, é essencial a diferenciação do falar bem x falar muito. De acordo com Roberta Medeiros, fonoaudióloga especialista em comunicação empresarial, falar bem significa entender, compreender as expectativas do cliente, saber escolher as palavras certas e as abordagens discursivas apropriadas ao contexto e ao interlocutor, sempre buscando ser objetivo, coerente e coeso. Neste momento, tenha certeza, a comunicação será eficaz e gerará sintonia entre os interlocutores por meio da empatia e compreensão mútua.


O termo empatia deriva da palavra grega EMPATHÉIA, que significa entrar no sentimento. Portanto, EMPATIA é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando sempre entender as suas necessidades, os seus anseios e os seus sentimentos.

É fundamental compreendermos que cada ser humano forma uma percepção única e diferenciada do mundo em que vive, influenciados basicamente por suas interpretações, sensações, experiências anteriores, preferências, valores, crenças e critérios pessoais, baseados em sua própria experiência de vida.

No exato momento que compreendemos essa relação de subjetividade, passamos a ter mais claro em nossa mente à importância de sermos empáticos com nossos clientes, procurando compreender exatamente o que passa na cabeça do cliente, suas necessidades, expectativas e como atende-las da melhor maneira possível com ética e responsabilidade.

Muitos vendedores, ao falarem mais do que ouvem, acabam expondo em demasia suas opiniões pessoais, suas preferências, em vez de ouvir mais o cliente para poder entrar em sua realidade e satisfazer as suas necessidades. Em muitos momentos os vendedores esquecem de que suas preferências podem ser totalmente opostas as do cliente. Em muitos momentos parece que os vendedores querem satisfazer suas próprias necessidades e não as do cliente.

Quando o vendedor apenas fala para o cliente e não realiza a ação de ouvir, haverá uma tendência a exposição em demasia de suas opiniões e preferências pessoais, deixando cada vez mais distante a satisfação e fidelização do cliente. Portanto, tenha sempre em mente que a comunicação do vendedor deve se adequar a do cliente conforme as necessidades deste e não da sua.

'Cada um de nós vê nos outros aquilo que carregamos em nosso próprio coração'.
Ralph Waldo Emerson

Para sermos empáticos, precisamos ser humildes a ponto de deixarmos de lado, ao menos por um momento, nossos preconceitos e preferências, evitando julgar o outro a partir de nossas referências e valores pessoais. Não basta apenas conhecer bem o produto ou serviço, mas o mais importante é demonstrar interesse genuíno em relação às necessidades dos clientes e atendê-las.


O cliente deseja se sentir importante e respeitado.

'Você pode fazer muito mais amigos em dois meses interessando-se pelas pessoas do que conseguiria em dois anos tentando fazer as pessoas se interessarem por você.'

Dale Carnegie
A melhor maneira de envolver o cliente e fazê-lo sentir compreendido, para criar um conexão profunda com o cliente, é demonstrar interesse em satisfazer suas necessidades através da habilidade de ouvir.

Muitas vezes “ouvimos” o cliente com nossa atenção voltada principalmente para nós mesmos e não para a outra pessoa. Não prestamos atenção nas palavras, no tom da sua voz, na aceleração ou não das palavras, tão pouco no significado que estas ações podem representar. Não prestamos atenção nas palavras nem no significado da mensagem do nosso cliente ou ouvimos as palavras, mas não entendemos o seu sentido mais profundo. Quando ouvimos de forma passiva e superficial, tendemos a deixar as pessoas com raiva porque elas percebem que não estão sendo ouvidas e que seus sentimentos não estão sendo compreendidos.

A situação piora quando se interrompe a fala do cliente, demonstrando extrema ansiedade em expor suas idéias. Assim, imediatamente se passa a imagem de que suas idéias são mais importantes do que a de seu cliente e de que você não está interessando no que seu cliente pensa, nem ao menos em satisfazer suas necessidades. Interromper a fala do cliente gerará uma antipatia imediata.

É preciso estar totalmente envolvido no processo de comunicação, ouvindo atentamente o cliente e buscando se colocar no lugar do outro, tentando ver as coisas sob o ponto de vista dele. Quando ouvimos atentamente, não tentamos avaliar a outra pessoa, mas sim elevar nossos pensamentos e sentimentos para dar toda atenção a ela. Assim, ao sentir-se compreendido, o cliente tende a confiar no vendedor, estabelecendo rapport (empatia, confiança e credibilidade), fazendo com que, após esse acompanhamento, o cliente fique sublinarmente mais susceptível a aceitar uma sugestão do vendedor e mais aberto em seguir seus conselhos.


Se pretender contactar o colunista- diego_berro@hotmail.com e contato@diegoberro.com.br

Cuidado! Não Abuse do Seu Bom Cliente


Publico um artigo do Prof. Luiz Marins (www. anthropos.com.br) - São Paulo.

Tenho visto acontecer em algumas empresas uma coisa que tem me deixado preocupado. Elas vêm, literalmente abusando de seus bons clientes.

O que é isso?

Numa época de alta inadimplência; numa época em que os clientes tornam-se a cada dia mais exigentes e até intolerantes; numa época em que a concorrência está muito acirrada e oferecendo vantagens especiais para “roubar” o cliente, algumas empresas e empresários parecem ter a tentação de abusar dos seus bons clientes – aqueles que pagam em dia, que são fiéis, que não reclamam, que aceitam calados ou mesmo que demoram a perceber qualquer mudança na forma de agir de seus fornecedores de produtos e serviços. Acabam, literalmente, abusando justamente dos clientes que mais deveriam prezar e desejar manter.

Assim, como o cliente é “bonzinho” – paga em dia, não reclama, a empresa começa a transigir na qualidade dos produtos ou serviços que presta a ele. Como o cliente é “bonzinho” – paga e não reclama, a empresa começa a cobrar por serviços antes não cobrados, aumentar o preço sem aviso prévio, e outras “cositas más” como diriam nossos irmãos argentinos. Como o cliente é “bonzinho” a empresa literalmente “abusa” dele, pois que dos demais não pode abusar, pois são todos uns “reclamões”, “chatos”, “controlam migalhas” e certamente não aceitariam jamais serem abusados impunemente como os “bonzinhos”.

Assim, o bom cliente é penalizado pela sua tolerância e a má empresa, sem perceber que está diante de uma bomba-relógio que explodirá a qualquer momento, continua abusando...

O perigo de abusar dos bons clientes é que eles simplesmente não reclamam. Eles comentam internamente em suas empresas essa infidelidade do seu fornecedor e apenas esperam o dia de mudar. Esses clientes, mesmo deixando de comprar de nós, jamais reclamarão. Jamais dirão a verdade. Darão uma desculpa qualquer – que geralmente acreditaremos como sendo verdadeira – e se vão para sempre. E o maior problema é que nós também não faremos nenhuma análise dessa perda, achando “normal” o ocorrido pois clientes mudam mesmo de fornecedores.... ´

Dizemos apenas o famoso “foi bom enquanto durou”.

Assim, uma das tarefas mais importantes dos gerentes e supervisores e mesmo de toda a empresa é constantemente estar fazendo uma análise criteriosa de cada um de nossos clientes.

Não só dos que reclamam. Não só dos que nos são problemáticos, mas principalmente dos que não reclamam. Estarão eles realmente satisfeitos com nossos produtos ou serviços? Não estarão eles simplesmente esquecidos, justamente por serem bons clientes?

E esse risco ocorre em todas as áreas de uma empresa. Não só os clientes devem ser analisados com todo cuidado. Temos também fornecedores de serviços que não nos criam problema.

Atendem prontamente, aceitam nossas propostas de parcelamento nos pagamentos, fazem um grande esforço para nos satisfazer. Mas como não fazem muito alarde de sua eficiência, não damos a ele o devido valor. Achamos simplesmente que é obrigação deles fazer todo esse esforço.

E aí, abusamos deles. Atrasamos o pagamento, não damos a necessária informação para que nos possam atender de forma ainda melhor.

Muitas vezes os achamos até ingênuos e simples demais. Deixamos seus funcionários esperando horas nas salas de espera de nossa empresa, etc. Como eles não fazem propaganda de si próprios, não chamam a nossa atenção. E daí, abusamos deles. Novamente corremos o risco de um dia, quando esse fornecedor encontrar um cliente mais consciencioso, atencioso, que pague em dia, que não abuse, nos deixar, sem muita explicação. Eles também são silenciosos. Contarão para nós uma “santa mentira” que acreditaremos e nos deixarão para outros fornecedores piores.

Cuidar do velho e bom cliente e do velho e bom fornecedor nem sempre é fácil. Nem sempre percebemos. Não prestamos a devida atenção a quem não fala alto, não reclama, não faz alarde dos bons serviços que presta ou dos clientes que não são “chatos”.

E se os chatos vencerem sempre, a verdade é que teremos em nossa empresa somente clientes e fornecedores chatos. E aí reclamaremos. E aí começaremos a dizer que “todo cliente é chato, intolerante”; “todo fornecedor é um chato e incompetente”.

Da mesma forma, vejo empresas que trabalham com varejo. Fazem um enorme esforço para conquistar um novo cliente. Oferecem a eles vantagens incríveis para conquista-los. E os velhos clientes? E aqueles que compram nossos produtos regularmente há anos? E aqueles que prestigiam nossas marcas em seus bares, restaurantes, lojas há muito tempo? Esses são simplesmente esquecidos. E com a mão direita estamos nos esforçando para conquistar novos clientes enquanto com a mão esquerda estamos perdendo os clientes já fiéis. As solicitações do velho e bom cliente são sempre tidas como impertinentes. Será que para conquistar um novo cliente não estaremos oferecendo o dobro ou o triplo do que está solicitando aquele velho e bom cliente?

Gostaria de pedir que você, leitor, fizesse um exame de consciência empresarial e visse se você também não está caindo na tentação de abusar do seu bom cliente, justamente aquele que paga, que não reclama, que é fiel e leal à sua marca e seus produtos. Não faça isso. Não caia nessa tentação. Ou você ficará sem seus bons clientes que por serem “bonzinhos” talvez nem reclamem ou digam nada a você. Mas acredite, na hora em que perceberem o seu abuso, por certo deixarão você falando sozinho. E aí será tarde demais para reconquistá-lo.

Vídeo Motivacional

http://br.youtube.com/watch?v=I1JAud8xWc8

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A Deslealdade Entre Colegas de Trabalho


Publico um artigo do Prof. Luiz Marins (http://www.marins.com.br/), autor do Livro "Desmistificar a Motivação", que vai ser editado em Portugal, em Outubro de 2008, pela Editora Gestão Plus/Pergaminho:

Uma das maiores reclamações entre colegas de trabalho é a deslealdade. E aqui vale a pena esclarecer: a lealdade só é virtude quando ligada a outra virtude. Não devemos ser leais a pessoas desonestas, desleais, falsas, mentirosas. O problema é que a deslealdade gera deslealdade. Assim, uma pessoa justifica sua deslealdade pela deslealdade das outras pessoas, criando um círculo vicioso sem fim.

Na pesquisa que fizemos, as pessoas disseram não ter condições de agirem com lealdade porque seus colegas não são leais. E quando perguntamos quem deveria ser leal primeiro, a resposta é sempre - o outro.

Como quebrar este círculo vicioso?

Quando perguntamos qual a maior deslealdade entre colegas de trabalho, as pessoas disseram: “o colega segura ou sonega informações relevantes para o sucesso do meu trabalho”, “cria armadilhas para eu cair”, “não me avisa de situações que podem me prejudicar no trabalho”, etc.

A realidade é que todos, sem exceção, afirmaram ser vítimas de deslealdade de seus colegas. Assim, fica claro, que todos saem perdendo nessas relações desleais. Não há ganhadores. Só perdedores. E essa realidade já nos mostra um caminho para o enfrentamento do problema, pois se todos perdem, é claro que todos, ao menos teoricamente, deveriam ter interesse numa solução.

E a única solução parece ser o diálogo franco, aberto, mais uma vez, leal, entre colegas de trabalho, para que a situação fique explícita, e com o dedo na ferida, as pessoas possam tomar consciência de que chegou a hora de mudar, pois novamente, todos estão perdendo.

Minha sugestão é, pois, que as empresas comecem a enfrentar esse problema da deslealdade entre colegas de trabalho de forma aberta e franca e comece a criar mecanismos para que as pessoas possam mudar seu comportamento e deixem essa prática de auto-engano, em que todos perdem imaginando-se expertos. É preciso, com urgência e seriedade, transformar as oito horas de trabalho em horas mais produtivas, menos tensas, mais alegres. É preciso restituir o clima de confiança e coleguismo puro ao ambiente de trabalho.

Pense nisso. Sucesso!

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