sábado, 13 de setembro de 2008

Morte Lenta no Trabalho

Publico o artigo de Sandra Regina Inácio – Consultora Especializada em Tipologia Organizacional, membro do Grupo de Excelência de Empresa Familiar do Conselho Regional de São Paulo –Brasil - www.empresafamiliar.com.br

Através de uma pesquisa levada á público pelo Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho), nascido em 1979 como órgão de assessoria sindical nas questões relativas à saúde e trabalho. Órgão de utilidade pública, não está subordinado a partidos políticos ou centrais sindicais. Suas pesquisas têm como base a demanda do movimento sindical na busca pela saúde do trabalho.

Onde são analisadas as patologias específicas de cada tipo de atividade industrial, que vão desde o desgaste mecânico devido à repetição dos mesmos movimentos físicos durante uma jornada de trabalho de oito a doze horas aos processos de degeneração orgânica associados a doenças ocupacionais, decorrentes do contato com substâncias tóxicas de todos os tipos.

É elevado o índice de mortalidade entre a população trabalhadora brasileira: na faixa entre quinze e 54 anos ela afeta 57% no sexo masculino e 37% no sexo feminino. Anualmente mais de 5 mil novas substâncias químicas são introduzidas no sistema industrial.

Os locais de trabalho que aparecem envoltos em vapores de substâncias químicas, poeiras e névoas. Acresce o fato de a maior parte da poeira tóxica ser invisível, porém seu efeito cumulativo no organismo significa a morte lenta no trabalho. O país, em matéria de pesquisa toxicológica, está dando os primeiros passos.

A pesquisa analisa a Cosipa no setor siderúrgico, onde o ruído excessivo mistura-se ao calor, à intoxicação pelo benzeno, produzindo a leucopenia, só muito tardiamente reconhecida como doença profissional pelo Inamps. Contaram-se na empresa 2.100 leucopênicos. Essa doença resulta de uma alteração orgânica caracterizada pela diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue.

Foram encontrados trabalhadores sofrendo de benzenismo devido à exposição crônica ao benzeno, que é altamente tóxico e pode provocar a leucemia. A pesquisa analisa a exposição do trabalhador ao chumbo, que se traduz por impotência sexual, e mostrou níveis dessa substância no ambiente de trabalho mil vezes acima dos toleráveis.

A luta sindical contra o Benzenismo remonta a 1983, quando o Sindicato dos Metalúrgicos de Santos diagnosticou os primeiros casos de leucopenia. Em pouco tempo se evidenciou a gravidade do problema em outras categorias. Em 1986, o Sindicato dos Químicos do ABC descobriu a contaminação de 60 trabalhadores por benzeno, na produção de BHC, nas indústrias Químicas Matarazzo, em São Caetano do Sul.

Na seção dedicada à fabricação do agrotóxico BHC, onde o benzeno encontra-se no ar em alto nível de concentração, no nível de 1.000 ppm (partes por milhão), enquanto o limite permitido por lei é de 8 ppm!

Após período de interdição, a fábrica foi definitivamente fechada. No início da década de 90, novos casos de Benzenismo foram detectados no ABC nas empresas do Pólo Petroquímico de Capuava, com afastamento e até a morte de um trabalhador por leucemia.

A ação do dissulfeto de carbono e suas conseqüências sobre a saúde de um trabalhador exposto horas e horas a este produto altamente tóxico. Analisa a Cia. Nitro Química, onde em outubro de 1986, seiscentos funcionários do setor de fiação da empresa entraram em greve protestando contra as más condições de trabalho. Exames constataram excesso de ácido sulfúrico e sulfídrico, o que causara catorze casos de conjuntivite química entre os trabalhadores. Névoas de gás sulfídrico foram encontradas num nível de concentração 211 vezes acima do permitido por lei. Aliem-se a isso iluminação deficiente, calor e ruído excessivo. A fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho é omissa e o sindicato não pode entrar na fábrica.

A seção de raiom com nível de ruído muito elevado e iluminação deficiente. A seção de dissulfeto de carbono era conhecida como "Ilha do Diabo" pelo calor excessivo e freqüentes explosões que causavam queimaduras entre os trabalhadores. A demorada exposição ao dissulfeto de carbono pode levar a pessoa à arteriosclerose, a sofrer de degeneração do fígado, de depressão do sistema nervoso central, o que, por sua vez, produz insônia, dor de cabeça, tontura, impotência, hipertensão e surdez.

Pessoas contaminadas por mercúrio, que atinge o sistema nervoso central, causando distúrbios emocionais, alteração da memória, perda da coordenação dos movimentos, fadiga geral. Provoca inflamações na pele, sangria das gengivas e compromete o funcionamento dos rins.

Mesmo em países de capitalismo desenvolvido, ocorre a falta de inspetores que façam cumprir adequadamente as normas. Quanto à legislação brasileira a respeito desse assunto, ela ainda deixa muito a desejar.

Verifica-se também no Brasil o sub-registro de doenças profissionais e a involução legislativa que limita cada vez mais o nível dos benefícios por doenças ocupacionais, que ao trabalhador caberia receber. Um alerta aos trabalhadores e seus sindicatos para a importância da luta pela saúde, tão importante quanto às campanhas salariais das várias categorias profissionais.

Se você trabalha em uma empresa que produz tais substâncias prejudiciais à sua saúde... Quero que se pergunte o seguinte:

- Será que vale a pena, sua vida custa tão pouco assim?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Empreender - Recurso ou Opção?

São várias as pessoas que actualmente pretendem constituir uma empresa, mas a maioria não tem consciência do que isso representa e nem têm a formação técnica e capital necessários que garantam minimamente o seu sucesso.

Criar uma empresa é, muitas vezes, a saída tentada para a resolução do problema de desemprego. Como consequência, todos os anos nascem e morrem empresas, independentemente da sua dimensão.

O sucesso da empresa depende, entre outros factores, da oportunidade do negócio e do perfil do empreendedor. Por mais pequena que seja a empresa, não é fácil uma pessoa tornar-se empresária. Normalmente só a vontade de “ganhar muito dinheiro” leva as pessoas a criarem uma empresa.

A formação escolar não tem como objectivo o espírito de iniciativa, pois é para trabalhar por conta de outrém que as pessoas passam uma série de anos a investir na formação.

O sistema de ensino não está preparado para formar as pessoas para terem iniciativa, para avançar com as suas próprias ideias e os seus projectos. Por exemplo, a um jovem faltam os contactos no mundo empresarial e o historial na banca, o que dificulta o acesso ao crédito e às operações financeiras bancárias.

Para o jovem conseguir vencer no mundo dos negócios tem de conseguir dar esse salto. Depois, existe ainda outro problema “crónico” que dificulta a entrada na actividade empresarial: a “burocracia” necessária para tudo o que implica processos legais. Se há motivação para iniciar um determinado negócio, e o problema do capital já está resolvido, ainda resta outro grande problema. É ele, superar todo o aparelho que está instalado em determinado mercado e também as grandes empresas que já o dominam e que não vão facilitar a vida aos “novatos”.
Há duas hipóteses: ou os futuros empresários conseguem identificar um nicho de mercado (grupo de consumidores), que seja demasiado pequeno para interessar às que já estão instaladas, e simultaneamente grande e suficiente para uma pequena empresa vencer, ou tentam arranjar alianças estratégicas e de parceria com as que já dominam.

Encontrar um nicho de mercado é o primeiro grande desafio de qualquer empresário que se preze. É necessário que consiga identificar uma área de interesse, ter uma ideia brilhante e fazer o seu plano de negócios. Provar, através de estudos bem feitos, que tem pernas para andar. Finalmente quando a empresa já saiu do papel e é uma realidade concreta, a chave para o sucesso, é apostar na qualidade, nos chamados factores estratégicos de competitividade, nas novas tecnologias e nos recursos humanos.

Com uma boa ideia, os contactos certos e uma equipa de valor, o mundo empresarial continua a ser complicado, mas não é nenhum papão.

É fundamental que cada um pense bem na área de negócio que pretende investir, pois decisões precipitadas não originam o sucesso, mas podem contribuir para aumentar os problemas daqueles que já se encontram numa situação económico/social difícil.


O Vendedor Silencioso

No passado o balcão de um ponto de venda separava o retalhista do consumidor e assim a ligação do cliente com o produto não existia. A capacidade de argumentação do retalhista, a notoriedade dos produtos e a necessidade dos mesmos determinavam a venda. Mais tarde, o retalhista começou a pré-embalar alguns produtos de primeira necessidade dos mesmos que determinavam a venda. Depois descobriu que, pondo os produtos do lado de lá do balcão, as vendas continuavam a crescer.

O desenvolvimento do merchandising resultou do aparecimento da venda em livre-serviço, ou seja desde que não haja vendedores para aconselhar os clientes e para os orientar na sua escolha, são os próprios produtos que, pela sua disposição no estabelecimento, devem ser capazes de chamar a atenção dos potenciais clientes e de provocar o seu desejo de comprar.

A eficácia dos métodos de venda tem de ser assegurada, pois uma falha em colocar um produto no local adequado e no momento certo pode significar, na maior parte dos casos, não vender. O que não se vê, não se vende. É importante ter em conta qual a receptividade das técnicas por parte dos consumidores. Assim, é muito importante conhecer determinadas características dos compradores, tais como a classe sócio-económica a que pertencem, a faixa etária, factores demográficos, frustrações de compra e os comportamentos adoptados no interior do ponto de venda.

O espaço deve ser concebido de forma a facilitar a circulação e movimento dos consumidores, e influenciará a sua decisão de voltar ou não ao ponto de venda. Uma eficaz ocupação do espaço depende do tamanho e configuração do ponto de venda e do tipo de produtos que se vendem. A actividade de merchandising inclui também a decoração da montra e do interior do ponto de venda, a iluminação, a iluminação, a porta, o chão, a cor, os expositores, a musica e o estilo do espaço comercial.

É também muito importante criar períodos de animação. As técnicas mais utilizadas são:
- As promoções - de carácter temporário e que podem consistir em experimentação gratuita, reduções temporárias de preço, prémios, ofertas, brindes e concursos ou jogos;
- A animação – que pode ser pontual (tem como objectivo activar as vendas num determinado momento) e permanente (diz respeito a tudo quanto possa tornar o espaço de venda atractivo), permite atrair a atenção do consumidor através de meios físicos (ilhas, balcões de promoção, expositores, anúncios luminosos, gôndolas, cartazes, televisores, etc.), meios psicológicos (preços baixos, ofertas agrupadas ou apresentação do produto em locais diferentes), meios de estímulo (criação de cenários temáticos ou personagens e mensagens e audiovisuais para provocar a compra) ou meios humanos (passatempos, concursos, stands de demonstração, animadores de jogos, a presença de uma “estrela”, etc.).

A publicidade no local de venda (PLV) – além de animar o local de venda divulga as promoções e guia o consumidor dentro da loja, informando-o sobre as novidades ou produtos e serviços disponíveis, utilizando folhetos distribuídos no local ou entregues ao domicílio.
Com as técnicas de merchandising, pretende-se optimizar a rentabilidade do produto, através da sua apresentação e posicionamento, fazendo com que o consumidor o adquira mecanicamente.

Com a aplicação das técnicas de merchandising pretende-se que quando o consumidor olha para os produto exposto, este diga: “leva-me contigo”.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A Arte da Guerra - Sun Tzu

Aprenda a Gerir com a Arte da Guerra de Sun Tzu.

A Importância da Sua Imagem - Edmundo Roveri

Como Aumentar a Produtividade nas Empresas

Será que é a melhor solução para algumas empresas? Aguardo os comentários?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Dicas Para Tornar as Reuniões Mais Produtivas e Motivadoras

Publico as "Dicas Para Tornar as Reuniões Mais Produtivas e Motivadoras" de Cida Silva, Directora e Instrutora da En Theos – Consultoria de Treinamentos (www.entheos.com.br) de Minas Gerais - Brasil:


Local – Dependendo do objetivo da reunião é importante fazê-la em locais fora da empresa. Nós nos acostumamos com a rotina do nosso local de trabalho e quando saímos para outros ambientes ficamos mais motivados.

Diversificar os assuntos – Há empresas que fazem reuniões somente para resolver problemas. Que tal reunir para desenvolver a equipe, comemorar vitórias, elogiar pelo trabalho bem feito, para planejar a realização de um projeto, treinar e desenvolver pessoas?

Planejamento (Planeamento) – O líder da reunião deverá se preparar para receber as pessoas, deixando o ambiente em harmonia com cadeiras para todos, material de apoio, música ambiente, mensagens de boas-vindas, água, café e equipamentos prontos para serem usados.

Abordagem do tema – Ninguém agüenta uma reunião conduzida somente na forma de exposição teórica. Por isso, o uso de: dinâmicas de grupo, música, slides, cenas de filmes ou de propagandas é fundamental para criar motivação, prender a atenção e ajudar na compreensão do assunto.

Pontualidade – Cumprir horário para iniciar, desenvolver o assunto e encerrar a reunião gera respeito e credibilidade. Lembrar-se sempre de que “quem chega antes domina a situação, quem chega depois é dominado por ela”.

Regras de convivência – Diz o ditado que “o que é combinado não é caro”. Combinar o desligamento de celulares, definir regras de participação ajuda a dinamizar a reunião evitando interrupções e conversas paralelas.


Pauta – Por mais simples que seja o objetivo da reunião devemos elaborar uma pauta. Ela serve de bússola para nos conduzir. Uma reunião sem pauta é como um barco à deriva.

Quem participará? – Somente aquelas pessoas ligadas àquele assunto. Convocar a empresa inteira para uma reunião que só diz respeito a um determinado setor é perda de tempo e dinheiro.

Lembre-se: O objetivo de qualquer reunião é trocar idéias, experiências, chegar à resolução de algum desafio. Por isso, deverá ser algo bem elaborado e que desperte o interesse nas pessoas em participar e contribuir.

Saiba mais sobre o assunto no curso de Técnicas de Reuniões promovido pela En Theos Consultoria e Treinamentos, ou, contrate um curso para a sua equipe.

10 Dicas Para Uma Liderança Positiva

Publico as 10 dicas para uma Liderança Positiva de Cida Silva, Directora e Instrutora da En Theos – Consultoria de Treinamentos (www.entheos.com.br) de Minas Gerais:

1)ATRAIR – Recrutar e selecionar pessoas com conhecimento, habilidades e atitudes positivas é papel do líder, porém só se consegue talentos para o nosso time se a empresa e as lideranças tiverem valores fortes para passar adiante.

2)TREINAR – O treinamento da equipe deve ser algo constante, algo semelhante ao ato de tomar banho, ou escovar os dentes, ou seja, deve virar hábito. E o principal treinador deverá ser o líder através de seus exemplos, através de recursos como vídeos, simulação de situações reais, palestras, cursos tanto internos quanto externos.

3)ACOMPANHAMENTO – A equipe jamais deverá trabalhar solta como um barco à deriva. Cabe ao líder oferecer feedback de valorização, reforçar aquilo que vai bem e fornecer feedback de correção naqueles pontos que os liderados estão deixando a desejar.

4)RECONHECIMENTO – O líder que reconhece o esforço da equipe promovendo e remunerando de forma adequada, justa, respeitando as políticas da empresa, possui mais chances de manter uma equipe coesa.

5)PONTUALIDADE – Não só para chegar ao local de trabalho, mas para todo e qualquer compromisso como: reuniões, treinamentos, confraternizações, responder e-mails para a equipe, fornecer respostas para as dúvidas e cumprir o que promete.

6)MARKETING PESSOAL – Cuidados com a apresentação física é fundamental. Roupas devem ser adequadas ao local de trabalho ou à profissão. Para os homens barbas feitas, cabelos cortados. Para as mulheres roupas e acessórios discretos de acordo com a profissão e o ambiente de trabalho. Lembre-se de que o líder é o espelho da equipe.

7)DELEGAR – Uma das maneiras de gerar confiança na equipe é delegar tarefas e responsabilidade. Além de gerar confiança possibilita o crescimento e desenvolvimento dos liderados.

8)CELEBRAR VITÓRIAS – Sempre que uma boa venda for concretizada ou um projeto for concluído vale a pena comemorar. Isso cria motivação e eleva o ânimo da equipe na busca de novas conquistas.

9)RESPEITO – Se o líder quer o respeito da equipe ele deverá ser o primeiro dar o exemplo. Chamar atenção dos liderados na frente de outras pessoas, gritar e falar palavrões, ofender com ironia e deboche são práticas que devemos banir. Agindo dessa forma o líder só conseguirá boicotes, desarmonia e desequilíbrio emocional em toda a equipe.

10)RESPEITO ÀS DIFERENÇAS – O líder não é um super-homem, ou uma mulher-maravilha. Esses ícones só existem na tela do cinema. Você não é o melhor em tudo. Uma boa equipe possui habilidades e experiências diversas que vão complementar aquelas que o líder já possui.

O Melhor Vídeo de Marketing na Internet - Luiz Eduardo Bottura

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sabe Para Quem Você Trabalha?

Publico um artigo de Armando Pastore Mendes Ribeiro - Director da PENSARE - Consultoria, Treinamento e Promoção de Eventos de Coritiba - Brasil:
Recentemente numa compra em um supermercado próximo a minha casa presenciei uma cena inusitada e espetacular.

Uma senhora, estimo com mais de 70 anos, estava passando pelo caixa com suas compras e notou a má vontade e até uma certa grosseria da funcionária do caixa, que atirava os produtos que ela entregava, demonstrando enorme irritação.

Lá pelas tantas a senhora também irritada com a maneira pouco cortes e inadequada do atendimento que recebia falou à moça:

- Você sabe para quem você trabalha ?
- Para o meu chefe. Respondeu a muito mais irritada a caixa do supermercado.
- Engana-se moça, você trabalha para mim. Sou eu quem paga seu salário. Se não fosse pelas minhas poucas compras, essas manteigas e leites, você estaria desempregada. Portanto trate-me com respeito. Completou a nervosa senhora.

Um silêncio fez-se nas filas dos caixas. Todos ouviram. Até que timidamente uma outra cliente começou a aplaudir, provocando uma onda de aplausos em todo o supermercado. Muitos não sabiam nem por que aplaudiam.

Minutos depois aparece o gerente que atônito com os comentários sai a procura da nossa heroína. Ao longe apenas vislumbro – o que suponho – um pedido de desculpas.

Fiquei impressionado com a maneira com que a partir desse episódio todo o supermercado mudou. Na compra que realizei esta semana, o segurança que fica no estacionamento, cumprimentou-me com um sorriso e com um agradável : Bom dia.

Uma enorme faixa logo na entrada com os dizeres Sejam BENVINDOS. Ouvi uma suave música de fundo. A fila da padaria que normalmente exigia de todos muita paciência estava pequena e a rapidez no atendimento indicava que não havia mais a necessidade das tão famosas senhas.

Ao final a surpresa. Ao passar pela caixa, uma sorridente moça que igualmente como o segurança desejou-me bom dia e perguntou:
- O Sr. encontrou tudo que precisava ?
- Infelizmente não encontrei a lâmina de barbear “X” . – Completei, sabendo que não é um produto comum em supermercados.
- O sr. poderia passar o nome do produto e seu telefone que iremos providenciar. Completou a funcionária.

Assim fiz. Duvidei que iriam providenciar tal artigo. Afinal muita coisa mudou, mas será que iriam chegar a tanto.?

Hoje. Sábado – 10 horas da manhã, acabo de receber telefonema do funcionário do supermercado – identificando-se como repositor, informando-me que o produto “X” estava à minha disposição e que encontrava-se reservado.

Agradeci. Resolvi compartilhar uma história de sucesso no atendimento que se realizou em menos de um mês. O que fizeram? Como fizeram?

Elementar meu caro leitor, o gerente respondeu: treinamento, comprometimento e respeito àqueles que realmente são os donos do negócio: Os clientes.

- Aliás que nota o Sr. daria ao nosso atendimento? Indagou-me o gerente.

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